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Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) temporariamente associada à COVID-19: um levantamento das características clínicas e epidemiológicas
Author(s) -
Bruno Wesley Ramalho Cirilo Ferreira,
Anaís Bezerra de Gusmão,
Pollyana Amorim Ponce de Leon,
Rossana Karla Gois Ferreira,
Cibério Landim Macêdo
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i3.13020
Subject(s) - medicine , covid-19 , humanities , art , disease , infectious disease (medical specialty)
O objetivo do presente estudo foi analisar a literatura científica atual a respeito da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P) temporariamente associada à COVID-19, a fim de documentar os principais achados e seu manejo terapêutico. Realizou-se uma revisão sistemática de estudos nas bases de dados US National Library of Medicine (PubMed), Scientific Electronic Library Online (Scielo) e ScienceDirect, entre os meses de setembro de 2020 a fevereiro de 2021, utilizando os descritores multisystem inflammatory syndrome, children e COVID-19. Os artigos incluídos apresentaram estudos observacionais com pacientes diagnosticados com SIM-P, artigos originais e metanálises publicados entre os anos de 2020 e 2021. Foram excluídos os estudos que não descreviam suficientemente os dados, que não apresentavam relação com objetivo tema desta revisão, bem como notícias, comentários, cartas de apresentação e duplicatas de artigos. Dos 668 estudos encontrados, 27 compuseram esta revisão. A SIM-P acomete crianças e adolescentes entre 0 a 19 anos, apresentando febre persistente, sintomas gastrointestinais, falta de ar, dor abdominal e disfunções orgânicas. Essa síndrome é uma resposta imunológica inflamatória retardada à infecção recente por SARS-CoV-2, exibindo alterações nos marcadores inflamatórios e de outros indicadores, associados a alterações nos exames de imagem. O manejo terapêutico visa reduzir a resposta inflamatória sistêmica e reestabelecimento das funções orgânicas utilizando imunoglobulina, corticosteroides, drogas vasoativas, imunomoduladores e anticoagulantes. Poucas evidências científicas estão disponíveis para entender essa síndrome. Assim, estudos multicêntricos e prospectivos são necessários para melhor compreensão da fisiopatologia, critérios diagnósticos, tratamento e existência de complicações de médio a longo prazo.

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