
Levantamento fitossociológico de plantas daninhas em cultivo de couve-folha em consorciação com quiabeiro em sistema de produção orgânico
Author(s) -
Guilherme Augusto Boes Sackser,
Jaqueline de Araújo Barbosa,
Márcia de Moraes Echer,
Thatiane Nepomuceno Alves
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i2.12071
Subject(s) - biology , horticulture
O objetivo deste trabalho foi realizar o levantamento fitossociológico de plantas daninhas no cultivo de couve-folha em consorciação com o quiabeiro. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com quatro repetições. Os tratamentos foram constituídos pelos seguintes arranjos: T1 (três linhas de couve com quiabeiro nas entrelinhas), T2 (três linhas de couve com quiabeiro a cada duas entrelinhas), T3 (três linhas de couve com quiabeiro adensado nas entrelinhas), T4 (três linhas de couve com quiabeiro adensado a cada duas entrelinhas), T5 (couve), T6 (quiabeiro), T7 (quiabeiro adensado) e T8 (palhada de aveia). Aos 17 dias após o transplante (DAT) e em intervalos quinzenais até 152 DAT foram realizadas amostragens com quadro de 0,09 m2, aleatoriamente em cada parcela. As plantas daninhas foram quantificadas e identificadas estabelecendo-se o número total de indivíduos e a densidade total de plantas por m². Ao final de 77 e 152 DAT estabeleceu-se a frequência absoluta, frequência relativa, densidade absoluta, densidade relativa, abundância absoluta, abundância relativa e o índice de valor de importância das espécies mais representativas. Identificou-se 23 espécies distribuídas em 14 famílias, destacando a família Asteraceae, com 5 espécies. As espécies mais importantes foram Sonchus oleraceus e Richardia brasilenses, presentes em no mínimo 5 dos 8 tratamentos. O consórcio T1, teve redução de 38% no número de indivíduos e de 37,9% na densidade de plantas por m² em relação ao cultivo de couve-folha solteiro. O consórcio de couve-folha com quiabeiro reduz a infestação de plantas daninhas e pode ser explorado como alternativa de manejo.