
Análise de discrepância nas prescrições dos pacientes admitidos no Centro Cirúrgico de um Hospital Público de Urgência
Author(s) -
Carolina Samara Lima Franca Bezerra,
Fernando Henrique Oliveira de Almeida,
Alícia Natália dos Santos,
Danilo Santos de Sousa,
Izabelly Vieira Santos,
Anderson Ribeiro dos Santos,
Wellington Barros da Silva,
Francilene Amaral da Silva
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i17.24205
Subject(s) - medicine , humanities , philosophy
A reconciliação medicamentosa tem forte impacto na prevenção de eventos adversos e equívocos relacionados aos medicamentos. O objetivo do estudo foi observar a ocorrência de divergências na farmacoterapia de pacientes cirúrgicos. Considerou-se pacientes polimedicados, aqueles que utilizavam três ou mais medicamentos. As fontes utilizadas foram o próprio paciente, seu acompanhante, os medicamentos em uso domiciliar levados ao hospital e a consulta ao prontuário. As discrepâncias eram consideradas como qualquer mudança não intencional entre os fármacos usados previamente a admissão e os medicamentos prescritos após a intervenção cirúrgica, podendo ser: omissão de medicamentos, diferenciação nas doses, divergências na frequência/horário de administração, interação medicamentosa e duplicidade terapêutica. Os dados coletados foram tabulados e estudados. Durante o trabalho, 422 pacientes deram entrada no internamento pós-cirúrgico. O maior motivo de internação foi amputação de membro inferior ou superior (41,3%); a média de fármacos usadas no domicílio foi 4,7. Um total de 444 discrepâncias foi levantado e a média por paciente foi de 5,5. As mais relevantes foram interação, equivalendo a 53,4% (n=237) de todas as discrepâncias identificadas, depois foi a omissão sendo 25,7% (n=114). Das 106 intervenções somente 15 foram aceitas. As discrepâncias encontradas indicam alto risco para segurança desses pacientes, sendo preciso um processo eficaz de reconhecimento da terapia domiciliar quando o indivíduo é admitido na internação. Dessa forma, medidas que garantam a segurança do paciente na admissão hospitalar e atenuem os equívocos de medicamentos devem ser praticadas.