
Diagnóstico das condições urbano-ambientais em áreas de preservação permanente e gestão da ocupação urbana irregular: Estudo de caso Sub-bacia hidrográfica Pedro Lessa, Joinville - SC
Author(s) -
Brayam Luiz Batista Perini,
Hosana Damaris Watzko,
Débora Tavares da Silva Romagnoli,
Gabriel Mauricio Gomes de Oliveira,
Mateus Tosetto,
Marcos Aurélio de Freitas,
Jorge Luis Araújo de Campos,
Ana Luisa Rizzatti da Costa,
Magda Cristina Villanueva Franco
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i17.24177
Subject(s) - geoprocessing , physics , humanities , geography , environmental science , cartography , art
A ocupação e alteração dos cursos hídricos é um processo observado em diversos municípios brasileiros. Esse fato muitas vezes ocorre em função da ausência de planejamento das cidades e ao descompasso entre o processo de urbanização com a legislação. Na Sub-bacia hidrográfica em estudo encontram-se trechos intensamente antropizados, com os corpos hídricos canalizados em alternância com trechos abertos. Porém, há também trechos inseridos em áreas de maciços florestais. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo avaliar e diagnosticar as áreas de projeção das faixas de Áreas de Preservação Permanente - APP na Sub-bacia Pedro Lessa, e assim, discutir a viabilidade de aplicação da faixa sanitária estabelecida na legislação municipal (Lei Complementar n° 551/2019) em face da lei florestal brasileira (Lei Federal n° 12.651/2012). Para tanto, empregou-se uma metodologia de estudo técnico socioambiental, com o levantamento de dados de geoprocessamento e vistorias in-loco. A partir dos dados, uma análise de impactos foi realizada, aplicando-se uma matriz de impactos, na qual cenários atuais e hipotéticos foram simulados com determinados critérios, visando conhecer as pontuações positivas e negativas de cada cenário. A partir dos dados e resultados obtidos, pode-se observar a irreversibilidade da recuperação da faixa marginal de cursos hídricos em áreas já ocupadas, tornando-se viável a aplicação da faixa sanitária. Também, observou-se a importância da manutenção das áreas de maciços florestais, com a aplicação da lei florestal.