
Atividade antimicrobiana do extrato, frações e punicalagina da casca do fruto de Punica granatum frente a isolados clínicos de vacas com mastite
Author(s) -
Emannuel Ítalo Alves Campos,
Liliane de Sousa Silva,
Sandra Alves de Sousa Garcia,
Paulo B. Oliveira,
Milton Adriano Pelli de Oliveira,
Carla Afonso da Silva,
José Realino de Paula
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i16.23935
Subject(s) - chemistry , traditional medicine , stereochemistry , medicine
O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana do extrato, frações e punicalagina purificada da casca do fruto da romã, das variedades granada e wonderful, frente a Staphylococcus Coagulase Positivo (SCP) e Staphylococcus Coagulase Negativa (SCN), isoladas de vacas com mastite. As cascas dos frutos de romã foram secas em estufa, moídas e o extrato etanólico foi preparado por maceração e percolação. As frações foram obtidas por fracionamento líquido-líquido, e a purificação da punicalagina realizada em coluna cromatográfica preenchida com Diaion® HP-20. CLAE e RMN (1H e 13C -Acetona-d6) foram utilizados para identificação, quantificação e elucidação estrutural da punicalagina e a CIM (CLSI-M7A10) foi determinada para 23 isolados clínicos. O teor de punicalagina foi maior no extrato e frações da variedade granada, chegando a 81,5% na amostra de punicalagina purificada, que apresentou boa atividade antimicrobiana frente aos isolados clínicos, com ênfase para S. aureus e S. schleiferi schleiferi, onde a CIM foi de 31,75 μg/mL. Desta forma. a punicalagina foi definida como importante metabólito para o potencial antimicrobiano dos frutos de P. granatum contudo, o sinergismo dos metabolitos das frações acetato de etila e fração aquosa da variedade granada, teve considerável importância para a boa atividade antimicrobiana dessas frações, frente a 100% dos SCP e SCN. Assim, os resultados obtidos confirmam a atividade antimicrobiana dos metabólitos presentes na casca da romã, podendo fundamentar novas pesquisas de formulações farmacêuticas baseadas em P. granatum, como alternativa para o tratamento, prevenção e controle da mastite.