
A relação entre ansiedade e o tratamento odontológico: pesquisa de campo
Author(s) -
Ana Flávia Maria da Silva,
Amjad Abu Hasna,
Enrico Coser Bridi,
Tereza Cristina Rodrigues da Cunha,
Bruna Guerra Silva
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i14.21902
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Objetivo: Este trabalho foi realizado para identificar os maiores fatores responsáveis pelo desencadeamento de ansiedade nos pacientes atendidos em clínica escola de odontologia. Metodologia: total de 87 participantes (entre 18-70 anos) foram incluidos neste estudo após autorização dos mesmos por meio de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi utilizado um questionário para avaliar a ansiedade frente ao tratamento odontológico. Este trabalho foi realizado na disciplina de clínica integrada do Instituto de Ensino Superior e Pós-Graduação Padre Gervásio – INAPÓS após aprovação do comitê de ética em pesquisa que envolve seres humanos da Universidade Estadual de Campinas (no 4.989.109). Os dados obtidos foram apresentados em porcentagem. Resultados: Dos 87 voluntários, 28,7% relataram ter medo de dentista, sendo que a agulha (22,4%) e o medo de sentir dor (32,7%) foram os principais fatores apontados como responsáveis pelo desencadeamento da ansiedade durante a consulta odontológica; 27,5% já vivenciaram alguma experiência negativa no consultório odontológico e 14% já deixaram de se consultar, mesmo em casos de urgência, por medo. Foi perguntado aos participantes da pesquisa, dentre algumas opções, quais lhe proporcionariam um atendimento mais tranquilo e os mais citados foram: conhecer o procedimento antes do mesmo ser realizado (61,7%) e ouvir música durante a consulta (27,6%). Sobre a espera pelo atendimento e a forma como são abordados na chegada ao consultório 34,4% e 49,4% dos pacientes relataram um aumento na ansiedade, respectivamente. Em relação a postura do cirurgião dentista, 28,7% julgaram ter muita influência na ansiedade frente ao tratamento odontológico e sobre os EPI´S utilizados pelos cirurgiões dentistas, 50,5% dos entrevistados se sentem confortáveis e seguros com a utilização dos mesmos. Conclusão: Mediante a análise dos resultados obtidos, pode-se observar que o medo de dentista existe e os fatores responsáveis por desencadearem essa insegurança começam desde o momento do agendamento da consulta.