
Dispepsia Funcional: um estudo epidemiológico e clínico
Author(s) -
Wianne Santos Silva,
Gabriel Ponciano Santos de Carvalho,
Anna Marcela Lima Fonseca,
Kellyn Mariane Souza Sales,
Giovanna Pimentel Oliveira Silva,
Thaissa Carvalho Viaggi,
Beatriz Carvalho Aragão,
Ana Carolina Aguirres Braga,
Anna Sophia Almeida Gouveia,
Sender Jankiel Miszputen,
Leda Maria Delmondes Freitas Trindade
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i13.21618
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A dispepsia funcional é uma síndrome gastrointestinal desafiadora pelos diversos fatores que podem gerá-la e pelos critérios exigidos para diagnosticá-la. Entretanto, é possível entender o perfil epidemiológico e clínico de seus portadores, bem como identificar a influência de algumas condições em suas manifestações. Objetivo: avaliar a prevalência da dispepsia funcional e caracterizar os aspectos epidemiológicos e clínicos. Metodologia: estudo prospectivo, transversal, tipo survey inquérito, com pacientes dispépticos encaminhados ao serviço de endoscopia digestiva alta. A amostra foi composta por 859 indivíduos com diagnóstico clínico de dispepsia, sendo aplicados questionários autoexplicativos: sociodemográfico, Inventário de Ansiedade de Beck, Inquérito de Depressão de Beck e o questionário de ROMA III. Resultados: do total de entrevistados, 36 (4,19%) preencheram os critérios ROMA IV para dispepsia funcional, que engloba duas síndromes clínicas diferentes: a síndrome do desconforto pós-prandial e a síndrome da dor epigástrica. A faixa etária média foi 31,5 anos (19,2-39,7), 23 (63,9%) eram procedentes de Aracaju, 32 (88,8%) do sexo feminino, 21 (60%) solteiros e 19 (54,3%) consideravam-se de cor parda. Foram identificados 19 (52,8%) pacientes portadores de ansiedade e 9 (25%) com depressão. Segundo os critérios, 10 (27,8%) apresentaram síndrome do desconforto pós-prandial, 07 (19,4%) a síndrome da dor epigástrica e 19 (52,8%) os dois subtipos clínicos simultaneamente. Conclusão: a dispepsia funcional foi mais prevalente entre as mulheres, indivíduos solteiros, cor parda e portadores de ansiedade. Não houve significância estatística quanto ao tipo de apresentação clínica, embora a manifestação concomitante dos dois subtipos, tenha sido mais prevalente.