
Detecção molecular de Babesia spp. e Ehrlichia spp. em Rhipicephalus sanguineus e cães do Centro de Controle de Zoonoses de Belém, estado do Pará
Author(s) -
Gilmara Regina Santos da Silva,
Waléria Patricio do Nascimento,
Fernanda Barbosa de Carvalho,
Edilamar de Barros Franco,
Madson Fabricio Martins André,
Isabela Mesquita Araújo,
Juliana de Almeida Coelho,
Matheus Dias Cordeiro,
Adivaldo Henrique da Fonseca,
Paulo César Magalhães-Matos
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i13.21392
Subject(s) - biology , rhipicephalus sanguineus , ehrlichia , babesia , microbiology and biotechnology , virology , tick , ixodidae
Entre as principais hemoparasitoses que afetam os cães no Brasil e no mundo estão a Babesiose e a Erliquiose, sendo a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) o teste de maior sensibilidade e especificidade para detecção molecular dos respectivos agentes. Este trabalho teve como objetivo detectar DNA de Ehrlichia spp. e Babesia spp. em amostras de carrapatos Rhipicephalus sanguineus e no sangue de cães mantidos sob confinamento no canil do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Belém, estado do Pará. As coletas foram realizadas no período de abril a junho de 2019. As amostras avaliadas foram testadas para a detecção de DNA de Anaplasmataceae e Babesia spp. através da Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) e Ehrlichia spp. através da Semi-Nested PCR. Foram obtidas amostras de 81 cães do CCZ, dos quais verificou-se que 74,1% (60/81) estavam infestados por carrapatos. Dentre as amostras sanguíneas analisadas pela PCR, 2,5% (2/81) foram positivas para Babesia spp., não havendo detecção do agente em amostras de carrapato. Por outro lado, 13,6% (11/81) dos cães e 0,96% (1/104) dos carrapatos foram positivas para Ehrlichia spp. Conclui-se que os animais investigados apresentaram elevada taxa de infestação por Rhipicephalus sanguineus, observando-se também a ocorrência de Babesia spp. e Ehrlichia spp. nos cães do Centro de Controle de Zoonoses de Belém, estado do Pará.