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Investigação de genes de resistência aos aminoglicosídeos em isolados clínicos de Acinetobacter spp. em um hospital de Recife - PE
Author(s) -
Aline Mirely Sousa Albuquerque
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i12.20526
Subject(s) - acinetobacter baumannii , biology , acinetobacter , microbiology and biotechnology , gene , bacteria , genetics , pseudomonas aeruginosa , antibiotics
Os aminoglicosídeos são uma das opções terapêuticas empregadas no tratamento de infecções causadas por bacilos gram-negativos multirresistentes, incluindo cepas de Acinetobacter baumannii. Esta espécie bacteriana é considerada como patógeno oportunista que conseguem desenvolver resistência aos aminoglicosídeos através da degradação enzimática pelas enzimas modificadoras de aminoglicosídeos (AMEs) e metilases 16S RNAr. O presente estudo avaliou em isolados clínicos de Acinetobacter spp resistentes aos aminoglicosídeos, provenientes de um hospital de Recife-PE, a ocorrência de AMEs e metilases, além de avaliar a relação clonal entre os isolados. Foram investigadas as AMEs (aac(6’)-Ib, ant(2”)-Ia e ant(3”)-Ia) e as metilases (armA, rmtB, rmtC, rmtD, rmtF, rmtG) em 35 isolados de Acinetobacter spp. resistentes a um ou mais aminoglicosídeos, e foi realizada a ERIC-PCR para determinação da relação clonal. Dos três genes de AMEs estudados, o ant(3’)-Ia foi o gene mais prevalente presente em 43% (15/35) dos isolados, seguido por ant(2)-Ia  com menos de 1% (3/35), e o gene aac(6’)-Ib não foi detectado. Entre as metilases, armA e rmtC foram os genes mais prevalentes, com 80% (28/35) e 57% (20/35), respectivamente. Os genes rmtB, rmtD, rmtF e rmtG não foram detectados. A tipagem molecular demonstrou uma ocorrência de dois clones no hospital. Os dados obtidos descrevem um avanço da resistência aos aminoglicosídeos, a ocorrência dos genes detectados com padrão similar a outros estudos prévios, uma relação de clonalidade entre os isolados de Acinetobacter spp que demonstram diversidade no ambiente hospitalar e a necessidade de métodos de prevenção a disseminação destes clones em hospitais de Recife, Pernambuco. 

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