
Análise espacial das amputações de membros em um estado do Nordeste
Author(s) -
Regiunes da Silva,
Rosário de Fátima Alves de Albuquerque,
Paulyanne Karlla Araújo Magalhães,
Ewerton Amorim dos Santos,
Ruth França Cizino da Trindade,
Juliane Maria Alves Siqueira Malta,
Marco Antônio Prado Nunes,
Francilene Amaral da Silva
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i12.20520
Subject(s) - geography , forestry
Este estudo objetiva analisar a autocorrelação espacial das amputações de membros e as taxas de incidência de amputação entre os municípios de Alagoas. Estudo ecológico com dados do Departamento de Informática do SUS, as unidades de análise foram os municípios e a taxa de amputação. Foram incluídos casos de amputação de membros registrados entre 2007-2018. A taxa de incidência foi suavizada pelo método bayesiano local e empregou-se o índice de Moran para análise de dependência espacial no TerraView e mapas temáticos editados no QGis. Correlação de Spearman e modelo de regressão simples comparou as taxas com indicadores socioeconômicos regionais. Notificados 9345 registros de amputação no Estado. A estimativa bayesiana suavizou áreas e discriminou heterogeneidade com mais municípios de taxas elevadas e áreas de transição epidemiológica. A análise espacial de Moran exibiu quadriênio (2007-2010) valor do índice global 0.133385, (2011-2014) 0.215665, (2015-2018) 0.276478 prenunciando a evidência de autocorrelação espacial positiva. A análise de regressão univariada mostrou a taxa de incidência de amputação relacionada com indicadores que refletem situação de vida vulnerável da população, a taxa de desemprego (11,4%), renda per capita (8,5%) e taxa de analfabetismo masculino (12,9%) percentuais de explicação. A distribuição espacial das amputações demonstrou um padrão de distribuição não homogêneo com aglomerações nas regiões do agreste e leste alagoano. Elas são as que mais sentem impacto das desigualdades na distribuição de renda, condições de educação e dificuldade de acesso aos serviços de saúde. O entendimento do crescimento geográfico das DCNT revela-as como um ponto crítico na saúde pública.