
Utilização do exame citológico no diagnóstico de afecções de cães e gatos
Author(s) -
Angélica Prado de Oliveira,
Valquíria Tatiele da Silva Rodrigues,
Jôiciglecia Pereira dos Santos,
Valesca Ferreira Machado de Souza,
Ianei Oliveira Carneiro,
Filipe Lucas de Melo Mendonça,
Deusdete Conceição Gomes Júnior,
Layze Cilmara Alves da Silva Vieira
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i12.20350
Subject(s) - medicine , malassezia , gynecology , pathology
Este trabalho verificou a utilização do diagnóstico citológico, como método de identificação de afecções em cães e gatos domiciliados no município de Barra-BA atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB). O estudo foi realizado a partir da análise de amostras citológicas relativas aos casos clínicos atendidos nos anos de 2018 e 2019. Foram atendidos 711 animais, desses contabilizadas 105 (101 caninos e 4 felinos - 59 fêmeas e 46 machos) solicitações do exame citológico. A maioria dos animais (28,57%) apresentavam de 6 a 10 anos, prevalecendo os animais Sem Raça Definida (62,38%). Os processos inflamatórios foram diagnosticados em 43,80% dos casos, identificados como de causa infecciosa em 86,90% (30% por Leishmania spp., 27,5% infecções bacterianas, 27,5% pela levedura Malassezia spp. e outros 15% por associação deste fungo a bactérias). Os processos inflamatórios de origem não infecciosa foram registrados em 13,10% casos (84% infiltrados de células inflamatórias e 16% como dermatite por lambedura). Observou-se processos não inflamatórios em 19,05% das amostras, sendo 95% de origem neoplásica, (63,15% TVT, 21,05% Carcinoma de Células Escamosas, 10,05% Adenocarcinoma e 5,30% Tricoblastoma). Já entre os processos não inflamatórios e não neoplásicos (5%) diagnosticou-se um cisto epidérmico (100%). A aplicabilidade do diagnóstico citológico em cães e gatos denota importância uma vez que, auxiliou médicos veterinários na confirmação de suspeitas clínicas, permitindo a emissão de laudos diagnósticos, estabelecimento de tratamentos e dados epidemiológicos que possibilitam a implantação de medidas de controle das enfermidades.