
Papel da relação neutrófilo-linfócito no valor prognóstico para exacerbação e mortalidade entre indivíduos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: revisão integrativa da literatura
Author(s) -
Barbara Rocha Alves Araújo,
Clara Alvina Davi Coelho,
Júlia Oliveira Santos,
Marcella Luciano de Oliveira,
Rita de Cássia Medeiros Queiroz,
Douglas Reis Abdalla
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i12.20080
Subject(s) - medicine , gynecology
A DPOC é uma doença caracterizada por restrição do fluxo aéreo, inflamação sistêmica e a períodos de exacerbação aguda. Recentemente, demonstrou-se que a relação neutrófilo-linfócito (RNL) é preditor sensível de exacerbação aguda e do prognóstico do paciente com DPOC. Objetivou-se discutir a conformidade entre a RNL na exacerbação da DPOC, apresentando informações que correlacionam a alteração leucocitária com o agravamento dos sintomas e do desfecho do paciente com DPOC. Assim, foi realizada revisão Integrativa da literatura na base de dados PubMed das produções dos últimos 10 anos. Os descritores utilizados foram: “Neutrophil to Lymphocyte Ratio”, “Chronic Obstructive Pulmonary Disease” e “Acute Exacerbation”, os quais foram conjugados para delimitação da busca. Foram selecionados 10 artigos ao final das buscas, sendo os anos de 2015, 2018 e 2020 os mais prevalentes com 20% das publicações cada um. Os estudos tiveram origem na Turquia, responsável por 40% deles, 30% das publicações foram realizadas na China, e Irã, Israel e Japão, cada país com 10%. Encontrou-se níveis mais altos de RNL em pacientes que tiveram morte intra-hospitalar (≥ 4) e admissão hospitalar (≥ 2,7). Todavia, alguns estudos demonstraram que a RNL não é útil para determinar o fenótipo eosinofílico da DPOC exacerbada, e que marcadores inflamatórios se elevam distintamente de acordo com o endotipo de exacerbação. Portanto, a RNL é parâmetro simples e custo efetivo para predição, acompanhamento e prognóstico da exacerbação aguda de DPOC, inclusive nos pacientes estáveis, evidenciando associação positiva entre exacerbação aguda e relações celulares nos pacientes portadores de DPOC.