
Frequência de síndrome metabólica em estudantes de uma universidade pública brasileira
Author(s) -
Juscelino de Souza Borges Neto,
Juliana Mara Flores Bicalho,
Hiure Gomes Ramos Meira,
Mariana Sousa Vieira,
Daniel Bonoto Gonçalves,
José António Pereira da Silva,
Maria Emília Soares Martins dos Santos,
Paulo Afonso Granjeiro
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i12.19802
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: Síndrome Metabólica (SM) é caracterizada por distúrbios metabólicos que geram obesidade central, hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e intolerância à glicose. A prevalência da SM entre jovens adultos é considerada baixa, no entanto seus componentes individuais têm aumentado de forma preocupante. A taxa de morbimortalidade decorrentes de doenças crônicas entre jovens é preocupante no Brasil e o diagnóstico precoce é importante por se tratar de uma síndrome silenciosa. Objetivo: Determinar a prevalência de SM em universitários de uma Instituição de Ensino Pública (IES). Métodos: estudo descritivo, amostra composta por 123 universitários de ambos os gêneros, com idade entre 18 e 22 anos. Foi utilizado questionário para informações socioeconômicas e sobre estilo de vida. A coleta de sangue e de dados antropométricos foi realizada na própria IES. Resultados: 69,1% eram do gênero feminino; 12,2% já tiveram contato com o fumo de forma ativa; 56,1% consumiram bebidas alcóolicas pelo menos uma vez nos últimos 30 dias; 67,47% eram sedentários. 54,28% estão acima do peso; 15,8% dos homens encontram-se com relação cintura-quadril moderadamente alta; entre as mulheres 44,7% estão com risco moderado; 10,6% de alto risco e 5,9% relação de muito alto risco. O parâmetro individual mais alterado foi o HDLc 30,9%, enquanto o menos alterado foi a glicemia com 0,81%. Conclusão: apesar da baixa frequência de SM observada no estudo houve considerável frequência de pelo menos um parâmetro alterado, com destaque para o TAG e HDLc, o que se faz necessário o diagnóstico precoce e o monitoramento para prevenir o desenvolvimento crônico da SM.