
Consumo de alimentos ultraprocessados e o papel das escolas e da família na reeducação alimentar de adolescentes escolares
Author(s) -
Hadassa Mendes Macedo,
Adriana Camurça Pontes Siqueira,
Rafael Veras Castelo Branco,
Diana Valesca Carvalho,
Paulo Henrique Machado de Sousa,
Robson Nascimento da Mota,
Elizangela Alves de Oliveira,
Lucas Vasconcelos de Oliveira,
Dhébora Paiva Lima
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i11.19338
Subject(s) - physics , humanities , food consumption , philosophy , economics , agricultural economics
Este artigo teve como objetivo apresentar, analisar e discutir dados sobre o consumo alimentar de escolares adolescentes e suas fontes de informações a respeito de saúde e alimentação e destacar a importância de uma alimentação saudável e do processo de reeducação alimentar de adolescentes por meio das escolas e de suas famílias. Para isso, foram realizadas pesquisas bibliográficas e de campo, com levantamento e análise de dados em um estudo transversal com 67 adolescentes escolares de idade entre 15 e 18 anos de uma escola pública de ensino médio de tempo integral. Aplicou-se um questionário validado contendo informações sobre consumo alimentar e fontes de informações sobre saúde e alimentação. A pesquisa mostrou que 59,16% dos alunos pesquisados nunca ou quase nunca ingerem alimentos in natura, enquanto 43,86% ingerem alimentos ultraprocessados, no mínimo, de duas a quatro vezes por semana. Isto é um dado preocupante, pois o não consumo adequado de alimentos in natura, aliado ao alto consumo de ultraprocessados é um fator de risco para o início de doenças crônicas não-transmissíveis. Por fim, destacou-se a importância dos pais e da escola como fonte de informação sobre saúde e alimentação, já que 68,09% dos que tinham consciência sobre uma boa alimentação obtiveram informações em casa e 40,43%, na escola. Recomenda-se novas pesquisas e políticas públicas voltadas para a Educação Alimentar e Nutricional, que garantam a segurança alimentar dessa população.