
Caracterização sociodemográfica, perfil clínico e cognitivo de pacientes com Insuficiência Cardíaca
Author(s) -
Gabriela Silva Oliveira,
Cleidinaldo Ribeiro de Góes Marques,
Ana Liz Pereira de Matos,
Arthur Cesar de Melo Tavares,
Camila Oliveira Serra,
Emmely da Silva Leite,
Luana da Conceição Costa Cardoso,
Ana Vitória Souza Ferreira,
Elsa Helena Walter de Santana,
Breno Cézar Santos,
Yasmim Anayr Costa Ferrari,
Juliano Costa dos Santos,
Eduesley Santana Santos
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i10.19275
Subject(s) - medicine , physics , gynecology
Insuficiência Cardíaca (IC) é considerada um dos principais problemas de saúde no mundo. Esse fato chama atenção para a necessidade de conhecer e ampliar as discussões acerca das variáveis que estão correlacionadas ao desenvolvimento dessa doença. O objetivo foi caracterizar variáveis socioeconômicas, clínicas e cognitivas de pacientes com IC. Estudo transversal, quantitativo e descritivo, composto por pacientes com IC internados em enfermarias da Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia, em um período de 12 meses entre os anos de 2018 a 2019. Utilizou-se a entrevista para aplicação de questionário clínico e sociodemográfico e avaliação do Mini Exame do Estado Mental (MEEM). Foram incluídos 100 pacientes com média de idade de 59 ± 15 anos, 51% do sexo feminino. A renda familiar majoritariamente até um salário mínimo (57%), tempo de escolaridade de um a sete anos (41%). Quanto aos aspectos clínicos, 34% tinham tempo de IC maior que cinco anos, 40% de etiologia valvar, 51% com classificação funcional classe III, 43% tinham hipertensão arterial sistêmica, 37% realizaram cirurgias cardíacas no último ano e 13% angioplastia como procedimento invasivo mais realizado. Em relação ao MEEM, a média foi de 21±6 pontos, apresentando scores altos nos domínios avaliados isoladamente, exceto na “atenção e cálculo” e “memória de evocação”. O perfil socioeconômico e clínico, além do status cognitivo podem auxiliar o direcionamento do manejo dos pacientes, de modo a gerir a terapêutica de acordo com as diferentes especificidades de cada paciente.