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Tratamento medicamentoso e não medicamentoso em pacientes com transtorno do espectro autista: percepção de cuidadores
Author(s) -
Isabel Fiuza Menezes da Silva,
Mileunes Alves de Sousa
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i10.18857
Subject(s) - medicine , humanities , art
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) se caracteriza por déficits clinicamente relevantes e permanentes na comunicação social e interações sociais. Limitações de comunicação verbal e não verbal, falta de reciprocidade social, relacionamentos de amizades comprometidos para o estágio de desenvolvimento, comportamentos restritos e repetitivos, sendo esses comportamentos motores e verbais estereotipados ou os sensoriais incomuns, exagerada aderência a rotinas e padrões ritualizados, interesses resumidos e intensos. Objetivo: Analisar os efeitos do tratamento medicamentoso e não medicamentoso dos pacientes com transtorno do espectro autista (TEA) na visão nos cuidadores. Métodos: Pesquisa de campo, descritiva e quantitativa, realizada com 59 cuidadores das regiões do Sertão da Paraíba e do Cariri no Ceará. A coleta de dados foi efetivada com um questionário online elaborado no Google Forms, em que os cuidadores das crianças com TEA receberam o link por meio de grupos de mensagens instantâneas (WhatsApp) das regiões citadas. Para a análise dos dados foram utilizados testes descritivos de medidas de tendência central e de dispersão, bem como o teste de Regressão Logística Binária (método enter). Resultados: A idade média das crianças era de 6,25 anos, a maioria do sexo masculino (94,9%), com diagnóstico de TEA fechado (89,8%) e começaram a frequentar a escola entre 0-3 anos de idade (76,3%). Entre as medicações, a que se mostrou mais utilizada foi a risperidona (40,7%). A maioria relatou que as medicações apresentam efeitos colaterais (62,5%), entre estes, o aumento do apetite (28,8%). Além disso, 88,1% dos cuidadores relataram que os pacientes utilizavam tratamento não medicamentoso, considerando-o como aquele que proporciona melhor qualidade de vida (76,3%). Houve associações estatisticamente significativas entre tratamento medicamentoso, comportamento agressivo (c2(1) = 6,133, p< 0,013, f = -0,322), hiperatividade (c2(1) = 8,854, p< 0,003, f = -0,387) e qualidade do sono (c2(1) = 27,717, p< 0,0001, f = -0,345). Além disso, o tratamento não medicamentoso foi associado à terapia ocupacional-integral sensorial (c2(1) = 3,622, p< 0,057, f = -0,248). Conclusão: O tratamento não medicamentoso foi apontado como o de maior resposta, propiciando melhorias dos sintomas nucleares, com melhora da qualidade de vida, além de que não trazer efeitos colaterais, enquanto que o medicamentoso está relacionado com o tratamento de sintomas específicos, podendo trazer efeitos colaterais.

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