
Avaliação inflamatória e imunohistoquímica de materiais reparadores biocerâmicos após pulpotomia: estudo em ratos wistar
Author(s) -
Diego Valentim,
Carlos Roberto Emerenciano Bueno,
Ana Maria Veiga Vasques,
Francine Benetti,
Marina Tolomei Sandoval Cury,
Ana Cláudia Rodrigues da Silva,
Rogério de Castilho Jacinto,
Gustavo SivieriAraújo,
João Eduardo GomesFilho,
Edílson Ervolino,
Luciano Tavares Ângelo Cintra
Publication year - 2021
Publication title -
research, society and development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2525-3409
DOI - 10.33448/rsd-v10i10.18480
Subject(s) - physics , humanities , chemistry , art
A pulpotomia é uma opção de tratamento conservador que têm como função preservar a vitalidade pulpar na porção radicular, com o uso de materiais biocompatíveis sobre este tecido remanescente. Este estudo teve como objetivo avaliar a resposta biológica do remanescente pulpar frente aos cimentos biocerâmicos reparadores Biodentine® e MTA Branco Angelus® comparados ao hidróxido de cálcio após pulpotomia. Foram utilizados vinte e quatro ratos machos que tiveram as polpas coronárias do primeiro e segundo molar expostas e removidas com uma cureta afiada. O tecido pulpar remanescente recebeu um dos materiais experimentais: Biodentine®, MTA Angelus® ou Ca(OH)2 + água destilada e selados com ionômero de vidro. Um grupo foi selado diretamente com ionômero de vidro, como grupo controle negativo. Após 7 e 15 dias os animais foram eutanasiados e as peças submetidas ao processamento histológico para avaliação do processo inflamatório pela colocaração em HE e imunoistoquímico (Fibronectina e Tenascina), através da atribuição de scores de 1 a 4. Formação de ponte de tecido duro foi observada em coloração HE, avaliando presença, continuidade e morfologia. Os dados foram submetidos ao teste de Kruskal Wallis e Dunn (p<0,05). A análise estatística mostrou que aos 7 dias o MTA e o Ca(OH)2 tiveram maior continuidade da ponte de tecido duro do que o ionômero de vidro (p<0,05). O Biodentine® apresentou melhores aspectos morfológicos em relação ao ionômero de vidro (p<0,05). Aos 15 dias o MTA e o Biodentine apresentaram ponte de tecido duro completa (p<0,05). Para a imunomarcação, o Biodentine® obteve maior marcação que o ionômero de vidro para Fibronectina e Tenascina. O Biodentine®, o MTA Angelus Branco e o hidróxido de cálcio apresentaram capacidade de induzir mineralização perante a metodologia aplicada. No entanto, o Biodentine® mostrou melhor resposta tecidual que o ionômero de vidro e o hidróxido de cálcio.