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Trabalho Assalariado e Resistência Camponesa, da Sobrevivência à Emancipação! (Um Estudo de Caso do Assentamento São Joaquim-Selvíria/MS) | Paid Labour and Peasant Strength: Survival and Emancipation (A Case Study of the Settlement of São Joaquim / MS)
Author(s) -
Silas Rafael da Fonseca
Publication year - 2014
Publication title -
pegada - a revista da geografia do trabalho
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1676-3025
pISSN - 1676-1871
DOI - 10.33026/peg.v0i0.2903
Subject(s) - peasant , humanities , geography , art , archaeology
Introdução: Nos últimos 10 anos o panorama rural da Microrregião de Três Lagoas vem mudando, principalmente, com a expansão dos monocultivos de eucalipto. Grandes fazendas da região estão sendo adquiridas ou arrendadas pelas duas empresas de celulose e papel que atuam na região, quais sejam, FIBRIA (resultado da fusão entre Votorantim Celulose e Papel (VCP) e Aracruz Celulose), e a Eldorado Brasil (fusão entre Florestal Brasil e Eldorado Brasil, do grupo JBS). Com a falta de investimentos públicos nos assentamentos rurais da região, as famílias camponesas se dividem entre residir no campo e precariamente dar prosseguimento às atividades agrícolas no lote e a trabalharem no plantio de eucalipto, sendo, pois, essa condição para permanecerem na terra. A pesquisa busca compreender como esse trabalho assalariado pode ser entendido como resistência e sobrevivência das famílias camponesas no Assentamento São Joaquim, no município de Selvíria Mato Grosso do Sul. Metodologia/Desenvolvimento: Além das leituras e fichamentos também serão realizadas trabalhos de campos e entrevistas junto aos camponeses, assentados, para entendermos como compreendem essa relação com o trabalho no monocultivo de eucalipto e quais influências desdobram na vida dentro e fora do trabalho. Considerações finais: Pensar essa relação do trabalho assalariado como condição para  permanecer e resistir no assentamento fica mais clara quando vamos a campo e constatamos que essa inserção contribui para a manutenção da família, e também para aquisição de equipamentos, animais, e benfeitorias para o lote, como cercas, ampliação e melhoria das casas. Sem contar que na maioria dos casos não é toda a família que trabalha fora do lote. Percebemos que o fato de se tornar assalariado não significa que ele deixou de ser camponês, pois ainda auxilia nas atividades do lote nas folgas ou após a jornada de trabalho. As famílias notam os malefícios do eucalipto no assentamento, principalmente nas questões ambientais, mas ao mesmo tempo entendem o trabalho como algo bom já que as políticas de Estado que deveriam atender o assentamento não são realizadas. Assim o próprio Estado vem forçando o camponês a trabalhar fora do lote, para conseguir renda para a manutenção da família e do lote.

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