
Imunoterapia com aeroalergénios em tempos de COVID-19
Author(s) -
Joana Cosme,
Amélia Miyashiro Nunes dos Santos,
Anabela Resende,
Susana Marques,
Elisa Pedro
Publication year - 2021
Publication title -
revista portuguesa de imunoalergologia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.13
H-Index - 5
eISSN - 2184-3856
pISSN - 0871-9721
DOI - 10.32932/rpia.2021.09.064
Subject(s) - medicine , gynecology
Fundamentos: A imunoterapia subcutânea a aeroalergénios (ITASC) foi suspensa em alguns serviços durante o confinamento em contexto da pandemia por COVID -19. Objetivos: Avaliar o impacto da suspensão da ITASC nos sintomas, necessidade de medicação de controlo e qualidade de vida e, ainda, conhecer as expectativas e grau de segurança/receio dos doentes em voltar ao hospital. Métodos: Inquérito anónimo para autopreenchimento pelos doentes com mais de 12 anos nas primeiras 5 semanas após reinício da ITASC. Utilizou -se o CARAT como instrumento de avaliação do controlo dos sintomas de rinite e asma. Resultados: Incluíram -se 77 doentes (90% adultos, 68% mulheres), todos com rinite e 40% com asma. O intervalo de tempo médio entre a última administração e o reinício da ITASC foi de 13±2,48 semanas. Foram observados em consulta urgente/não programada por agudização da patologia respiratória 7% dos doentes e apenas 1 teve COVID -19. As pontuações CARAT -Total revelaram controlo dos sintomas de rinite e de asma em 35% e 66% dos doentes, respetivamente. A proporção de doentes não controlados aumentou com o alargamento do período de suspensão (PS) da ITASC. A maioria (>90%) dos doentes referiu não haver impacto significativo na sua qualidade de vida e manteve a medicação de controlo habitual (48%), referiu preocupar -se em perder os benefícios da ITASC com a sua suspensão (62%) e referiu sentir -se mais seguro nos gabinetes de vacinas do que no edifício do hospital ou sala de espera. Conclusões: Registou -se um aumento da frequência de doentes não controlados com o aumento do PS. Para a maioria, o PS não teve impacto significativo na qualidade de vida. A frequência de doentes que necessitaram de ser observados em consulta urgente/não programada foi baixa e apenas 1 referiu ter tido COVID -19. A perceção de segurança na sala de vacinas é maior do que nos espaços comuns do hospital.