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Radioterapia estereotáxica corporal na doença primitiva pulmonar: Experiência de um centro português
Author(s) -
Luísa Rolim,
Carolina Maria de Lima Carvalho,
Inês Góis,
Filipa Vinagre,
Ana Cleto,
Margarida Borrego
Publication year - 2020
Publication title -
revista do grupo de estudos do cancro do pulmão
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2184-8084
pISSN - 1645-9466
DOI - 10.32932/gecp.2020.12.006
Subject(s) - medicine , gynecology , nuclear medicine , physics
Introdução: A Radioterapia Estereotáxica Corporal -SBRT é um tratamento curativo do carcinoma do pulmão de não pequenas células -NSCLC em estádio inicial, apresentando umas elevadas taxas de controlo local e uma toxicidade aceitável. Objetivos: Caracterizar/analisar os resultados terapêuticos em doentes tratados com SBRT pulmonar por doença primária. Material e Métodos: Análise retrospetiva de doentes com NSCLC tratados no CHUC, entre fevereiro/2016 e agosto/2019. Foram caracterizados parâmetros clínicos, planeamento/estudo dosimétrico, toxicidade (escala CTCAE- -versão5.0) e follow -up. As curvas de sobrevivência foram calculadas pelo método de Kaplan -Meier e as análises multivariadas pela regressão de Cox -erro tipo I 0,05. Resultados: Incluíram -se 24 doentes, sendo 66,7% do género masculino, com uma idade mediana de 77 anos (53‑87) e Karnofsky≥90% em 70,8%. Os tumores eram, maioritariamente, adenocarcinomas (75%) e cT1a -b (66,7%). Destes, 16,7% eram recorrência local do tumor primitivo. Foram tratadas 24 lesões, 12,5% com localização central e 87,5% periférica. As lesões apresentavam dimensão mediana de 22 mm, com volumes de PTV entre 10,6 -115cm3 . O follow -up mediano foi de 13 meses. Registou -se uma toxicidade tardia (toracalgia -G1 ) em 20,8%. Dos doentes reavaliados por imagem, verificou -se desaparecimento das lesões em 15%. As taxas de sobrevivência global e de controlo local, aos 12 e 24 -36 meses, foram, respetivamente, de 75% e 66,7%, e de 83,4% e 75%. A sobrevivência livre de doença foi de 79,2% aos 12 meses e de 75% aos 24 -36 meses. Conclusão: A SBRT pulmonar é segura e bem tolerada nos NSCLC em estádio inicial. A inclusão de mais doentes e o maior seguimento permitirão avaliar o impacto desta técnica na toxicidade, sobrevivência e controlo local da doença.

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