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A MORTE COMO QUASE ACONTECIMENTO EM TONI MORRISON
Author(s) -
Beatriz Castanheira
Publication year - 2021
Publication title -
revista de estudos de cultura
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2446-7189
DOI - 10.32748/revec.v7i18.15992
Subject(s) - humanities , art , philosophy
Este trabalho pretende analisar o livro Amada, no original Beloved (1987), de Toni Morrison, traduzido no Brasil por José Rubens Siqueira. Desde sua publicação,recorrentemente tem sido posta em destaque a pertinência histórica do livro. Ao pautar-se em referências histórico-culturais, a narrativa em questão convoca o leitor a vivenciar uma experiência de contato com a morte. Buscar-se-á analisar tal experiência levando-se em conta que os sentidos de um morrer em Amada não adquirem sua maior força na lembrança de fatos históricos cruciais articulados pela narrativa, mas com a potência inventiva de um quase ser: um tipo de ser incorpóreo construído a partir de uma experiência de quase morte. Além disso, objetiva-se apresentar aqui uma aproximação desse quase-morrer em Amada à noção de morte como quase acontecimento, forjada por Eduardo Viveiros de Castro, comprovando que, no romance em questão, o mundo dos mortos se deixa compreender como uma imbricação entre vida e imaginação, e pode ser lido em diálogo com práticas interligadas da cultura ameríndia.Palavras-chave: Quase acontecimento. Perspectivismo. Imaginação artística.

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