
BAILE DE MÁSCARA NÃO É PARA PRETO DE FAVELA
Author(s) -
Rosângela Aparecida Hilário,
Igor Veloso Ribeiro,
Márcio Caetano
Publication year - 2021
Publication title -
revista de estudos de cultura
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2446-7189
DOI - 10.32748/revec.v6i17.15723
Subject(s) - humanities , sociology , art
Neste artigo refletimos como a favela, que o racismo transformou em gueto voltado para a pretitude, está se organizando para viver e sobreviver com as novas regras impostas pela pandemia causada pelo Covid-19. O objetivo é identificar as condições teóricas, as práticas e as políticas que delimitam as existências e resistências para homens pretos de favelas, suas interações corporais e espaciais, direcionadas à adaptação às novas exigências de convivência social que incluem, por exemplo, o uso de máscaras, isolamento social e demais medidas sanitárias. As conclusões até o momento indicam que a espacialidade, corporeidade e governabilidade são demarcadas pela necropolítica levada à efeito pelo Estado brasileiro e perpassadas pela aliança do crime organizado com o fundamentalismo religioso. Outrossim, compreendemos a produção das subjetividades como resultante dos modos de ser, estar e pensar. Nesse sentido, elaborar tais representações nos ajudam a entender não apenas o enredo marcado pelas subjetividades associadas a terrenos marcados pelas desigualdades sociais e violência, mas a seus novos arranjos e estratégias de enfrentamento das demandas que emergem do contexto da pandemia pela Covid-19.Palavras-chave: Racismo. Narcotráfico. Epistemologias Periféricas.