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Goethe, Spengler e a morfologia da linguagem em Wittgenstein
Author(s) -
Nuno Ribeiro
Publication year - 2017
Publication title -
griot
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2178-1036
DOI - 10.31977/grirfi.v15i1.744
Subject(s) - philosophy , humanities
O presente artigo apresenta a importância da morfologia de Goethe e de Spengler para o desenvolvimento de uma morfologia da linguagem em Wittgenstein, após o seu retorno a Cambridge e à filosofia em 1929. Com efeito, de acordo com o testemunho de Norman Malcolm, presente em Ludwig Wittgenstein: A memoir, Wittgenstein afirma, no decurso das lições sobre a filosofia da psicologia, ocorridas entre 1946 e 1947, que aquilo que a sua filosofia procura fazer é fornecer a morfologia do uso de uma expressão. O desenvolvimento da morfologia do uso de uma expressão em Wittgenstein viria a ser o resultado de uma aplicação ao domínio da linguagem do conceito de morfologia aplicado por Goethe, nos seus escritos científicos, ao domínio da natureza e por Oswald Spengler ao campo da história universal, como se pode constatar na obra A Decadência do Ocidente - Esboço de uma Morfologia da História Universal, a qual se constitui como uma das fontes de acesso - por parte de Wittgenstein - a aspetos fundamentais da morfologia goethiana. Ao longo dos escritos de Wittgenstein encontramos inúmeras referências aos pensamentos de Goethe e de Spengler que nos possibilitam compreender até que ponto as obras desses dois pensadores se configuram como a base para a construção de uma morfologia da linguagem wittgensteiniana. Assim, tendo por base todos estes elementos, procuraremos elucidar até que ponto o método morfológico-filosófico de Wittgenstein, após 1929, se configura como a re-elaboração de aspetos fundamentais da tradição morfológica presente nas obras de Goethe e de Spengler.

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