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Modificaciones del paisaje durante el Pleistoceno Superior-Holoceno en los territorios litorales atlánticos del NW Ibérico
Author(s) -
L Gómez-Orellana,
Pablo Ramil Rego,
Serafín Sánchez
Publication year - 2001
Publication title -
estudos do quaternário / quaternary studies
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.239
H-Index - 4
eISSN - 2182-8660
pISSN - 0874-0801
DOI - 10.30893/eq.v0i4.43
Subject(s) - geography , humanities , art
A informação paleobotânica e cronológica obtida em diversos depósitos limnéticos de natureza poligênica situados na actual área litoral Atlântica (N de Portugal e S da Galiza) permite avaliar as mudanças da paisagem vegetal desse território, correlacionando-as com a dinâmica climática global estabelecida para o Sudoeste da Europa. O início da sequência situar-se-ia no âmbito do lnterestagial Würmiano (Estágio Isotópico 3), durante o qual se constata a presença, na área litoral, de formações arbóreas. A posterior deterioração climática representada pelo Estágio Würmiano Final aparece refletida no desenvolvimento de formações arbustivas, cujo predomínio se estende até o início do actual interglacial. A dinâmica aqui obtida é compatível cronológica e ecologicamente com as seqüências regionais obtidas em outras áreas do Noroeste Ibérico. A transgressão Flandriana provocou grandes modificações no espaço litoral do Noroeste Ibérico. Como conseqüência, os depósitos limnéticos formados no final do Pleistocénieo e/ou no início do Holocénico, em áreas distantes da costa, ficaram situados próximos a esta ou submergidos no prelitoral. Esses processos virào ligados, em muitos casos, ao recobrimento dos sedimentos por materiais detríticos de natureza continental e/ou marinha, o que provoca a cobertura da maioria dos depósitos mais antigos. As mudanças geomorfológicas repercutem na representatividade polínica dos sedimentos recuperados nesses depósitos, de modo que a partir de meados do Holocénico aprecia-se uma óptima representatividade da dinâmica das comunidades litorâneas (vegetação halófila, matorrais, úmidas), enquanto que as comunidades de carácter climatófilo, próprias de meios continentais, mantêm um mínimo reflexo, em consonância com a sua escassa significação na paisagem.

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