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O uso da madeira na mineração e metalurgia do ouro durante a época romana em Portugal
Author(s) -
Carla María Braz Martins
Publication year - 2017
Publication title -
estudos do quaternário / quaternary studies
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.239
H-Index - 4
eISSN - 2182-8660
pISSN - 0874-0801
DOI - 10.30893/eq.v0i16.142
Subject(s) - humanities , geography , art
A madeira foi uma matéria-prima importante para a exploração mineira e metalurgia no período romano, embora as suas evidências arqueológicas no actual território português sejam escassas, atendendo ao material perecível que é. A mineração consubstanciada na exploração subterrânea apresenta bastantes constrangimentos, particularmente ao nível da segurança, e daí a necessidade de usar escoramentos de madeira em galerias e poços. Este árduo trabalho obriga o mineiro a munir-se de todo um conjunto de instrumentos de ferro encabados por madeira. O evoluir dos trabalhos, por norma através de vários níveis de profundidade, impõe também a necessidade de utilização desta matéria-prima em escadas, assim como em máquinas elevatórias para extracção da água quando se atingem os lençóis freáticos. No tratamento do minério, este material continua também a ser imprescindível, como o descrito por Agrícola para as instalações de separação gravítica. No âmbito do processo metalúrgico, a madeira era a fonte de combustível dos fornos. Não sendo, obviamente, a condição única em todo este processo industrial, a madeira assume-se inequivocamente como uma infra-estrutura (vastas áreas florestadas) importante na exploração mineira “proto-industrial” romana. Deste modo, define-se como objectivo principal deste trabalho caracterizar as diferentes funcionalidades das madeiras provenientes das minas de Mouros (Jales, Vila Pouca de Aguiar), Tresminas (Vila Pouca de Aguiar), Algares (Aljustrel) e S. Domingos, atendendo às duas diferentes fases que estão adstritas à exploração mineira: extracção do minério e sua metalurgia. Os sítios arqueológicos referidos assumem-se como quatro referências na exploração aurífera romana em Portugal, sendo o ouro explorado como minério principal em Jales e Tresminas, e como minério secundário em S. Domingos e Aljustrel, já que a extracção principal recai sobre o cobre.

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