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Os contos insólitos “El otro”, de Borges, e “Ideias do canário”, de Machado: desconstrução do dogmatismo científico por meio da ironia.
Author(s) -
Patrícia Librenz,
Antônio Rediver Guizzo
Publication year - 2018
Publication title -
raído
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-4018
pISSN - 1982-629X
DOI - 10.30612/raido.v12i29.7126
Subject(s) - humanities , philosophy
Este artigo tem o objetivo de fazer uma comparação entre duas obras literárias, tendo como base uma mesma chave de leitura. A partir de ideias trazidas por Nietzsche (2008) e Foucault (1999), faz-se uma análise acerca da construção do conhecimento, do valor da verdade para esta sociedade e, enfim, dos dogmas construídos a partir disso. Tentou-se demonstrar que tanto Jorge Luis Borges quanto Machado de Assis trabalham com essas perspectivas dentro dos dois contos selecionados, utilizando uma linguagem fortemente irônica, a fim de mostrar as formas ultrapassadas de alguns discursos acerca do conhecimento (que circulavam no contexto de produção das narrativas). Com isso, é possível inferir que os autores buscam provocar uma reflexão: de que o excessivo valor que se dá à ciência leva a humanidade a um dogmatismo emburrecedor, tendo em vista que a ciência e a filosofia não têm todas as respostas para as questões humanas. Contudo, é importante observar que o conto de Machado de Assis circulou no final dos anos 80 do século XIX, enquanto que a narrativa do argentino Jorge Luis Borges fora publicada na metade da década de 70 do século XX. Nesse sentido, observou-se que a estratégia de representação literária deles diverge, uma vez que Borges fala de um conhecimento filosófico e Machado do conhecimento científico.

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