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A morte como um ritual dos vivos. Emoções, deslocamentos, influência médica e processos de higienização
Author(s) -
Magda Luíza Mascarello
Publication year - 2018
Publication title -
revista eclesiástica brasileira
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 2595-5977
pISSN - 0101-8434
DOI - 10.29386/reb.v73i290.651
Subject(s) - ethnography , humanities , sociology , curitiba , art , anthropology
Este artigo é resultado de uma pesquisa, cujo objetivo foi o de identificar as representações sobre a morte e seus rituais que circulam em nossa sociedade e os significados que se mobilizam nesse processo. Para isso, foram utilizados os mecanismos de marketing e comercialização de objetos fúnebres em funerárias da região central de Curitiba/PR e a etnografia de um velório. A morte é compreendida como um ritual que condensa simultaneamente a separação, a passagem e a agregação. O estudo revela como os significados, que emergem desses rituais, foram se transformando ao longo da história das sociedades ocidentais, passando por importantes processos de medicalização e, inclusive de higienização, que agora são mobilizados e comercializados pelas funerárias. Esses processos incidiram diretamente na forma como as pessoas expressam seus sentimentos frente à morte de alguém e à inevitabilidade de seu próprio morrer, bem como na maneira de organizar e compreender os cerimoniais fúnebres. Estas transformações estabelecem novos significados para as noções de público e privado, redefinindo suas fronteiras e constituindo novas configurações semânticas sobre a morte.Abstract: This article is the result of a piece of research the objective of which was to identify the representations about death and its rituals that circulate in our society and the meanings that are mobilized in this process. For this purpose, we used the marketing and commercialization mechanisms surrounding funereal objects in undertakers in the central region of Curitiba/Paraná and the ethnography of a wake ceremony. Death is understood as a ritual that condenses separation, passage and aggregation simultaneously. The study reveals how the meanings that emerge from these rites gradually changed along the history of the Western societies, going through important medicalization processes, (including hygiene) that are now mobilized and commercialized by the undertakers. These processes influenced directly the way people express their feelings when confronted with someone’s death and the inevitability of their own dying, as well as the way they organize and understand the funereal ceremonies. These changes established new meanings for the notions of public and private, redefining their borders and developing new semantic configurations about death.Keywords: Death. Funereal rites. Emotions. Medicalization.

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