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A congregação multicultural e a migração brasileira para os Estados Unidos: Reflexões a partir de uma Igreja em Atlanta
Author(s) -
Leonardo Costa Ribeiro,
Manuel A. Vásquez
Publication year - 2019
Publication title -
revista eclesiástica brasileira
Language(s) - English
Resource type - Journals
eISSN - 2595-5977
pISSN - 0101-8434
DOI - 10.29386/reb.v72i285.919
Subject(s) - humanities , atlanta , philosophy , political science , geography , metropolitan area , archaeology
O artigo discute qual a melhor forma de as igrejas acolherem os imigrantes, no contexto de hostilidade em que estes se encontram hoje. Para isso e como ponto de partida, a discussão situa-se em terras norte-americanas. Dois modelos básicos se colocam: o primeiro é o das tradicionais igrejas étnicas, baseadas na experiência dos imigrantes europeus de início do século XX, formadas por pessoas de uma mesma nacionalidade. Este modelo predominou até os anos 60, quando o rápido crescimento dos fluxos migratórios desde a América Latina, a Ásia e a África gerou uma enorme diversificação racial, política, cultural e religiosa. Foi então que começaram a surgir as igrejas multiculturais, ou multiétnicas/multiraciais, nas quais grupos diversos participam da mesma igreja, respeitando, ao mesmo tempo, suas características específicas. Este processo, ainda em construção, abre pistas inovadoras, mas também vem gerando críticas. Para compreendê-lo, a análise se centrou sobre a Igreja Presbiteriana Ray Thomas, situada em Atlanta, onde euroamericanos, brasileiros e coreanos criaram uma igreja multicultural. Baseado em dados de pesquisa, o artigo faz um rápido histórico desta experiência, apresentando suas conquistas e dificuldades e reconhecendo seu enorme potencial transformador e representativo. Ao compará-la, entretanto, com a experiência anterior – já analisada em outros estudos – conclui-se que os dois modelos talvez não sejam mutuamente excludentes, mas seu êxito depende do contexto específico que enfrentam os migrantes.Abstract: The article discusses how the churches can best help the immigrants in the hostile context in which they find themselves today. For this purpose and as a starting point, the discussion focuses on what happens in the North-American territory. Two basic patterns are looked at: the first is that of the traditional ethnic churches grounded on the experience of the early 20th century European immigrants, normally consisting of people with a single nationality. This pattern lasted until the 1960s when the rapid growth of the migratory flows from Latin America, Asia and Africa led to a huge racial, political, cultural and religious diversification. It was at this time that the multicultural or multiethnic/multiracial churches began to appear in which different groups became members of the same church while at the same time respecting each other’s specific characteristics. This process, that is still being developed, opens novel paths, but has also been the target of some criticism. In order to understand it, the analysis focused in particular on the Presbyterian Church Ray Thomas, in Atlanta, USA, where Euro-Americans, Brazilians and Koreans created a multicultural church. From the findings of the research, the article builds a brief history of this experience, presenting its achievements and its difficulties and recognizing its huge transforming and representative potential. When we compare this experience, however, with the previous one – already analysed in other studies – we come to the conclusion that the two patterns may not be mutually exclusive, but that their success depends on the specific context those migrants have to face.

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