
Otimização na Avaliação de Doses em TC usando Dosímetros OSL em forma de Fita
Author(s) -
Johnatan Dias de Oliveira,
Elisabeth Mateus Yoshimura,
Ricardo Andrade Terini
Publication year - 2021
Publication title -
revista brasileira de física médica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2176-8978
pISSN - 1984-9001
DOI - 10.29384/rbfm.2021.v15.19849001615
Subject(s) - physics , nuclear medicine , medicine , humanities , art
As imagens de tomografia computadorizada (TC) contribuem para um melhor diagnóstico médico, mas a dose de radiação pode ser alta, exigindo medição precisa. O índice de dose em TC (CTDI) foi desenvolvido nos anos 80 para fins dosimétricos, para scanners operados no modo axial. O CTDI tende a subestimar a dose no paciente em exames helicoidais. O relatório TG111 da AAPM (2010) sugeriu uma nova métrica, em que a dose no paciente é obtida de perfis de dose construídos com várias medições feitas com uma pequena câmara de ionização. Também é possível obter os perfis de dose usando fitas OSL (luminescência opticamente estimulada) adequadamente calibradas. Neste trabalho, uma câmara de ionização Radcal ("lápis") e fitas OSL Landauer (LuxelTM) de 20 cm de comprimento e 0,3 cm de largura foram irradiadas com raios X no ar e nos orifícios de dois simuladores cilíndricos de TC, usando três valores de tensão de pico (100, 120, 140 kV), em laboratório e em um tomógrafo clínico. As fitas irradiadas foram lidas usando um leitor OSL construído no GDRFM. Os perfis OSL foram calibrados contra a câmara de ionização igualando os valores de CTDI100 obtidos com ambos os detectores. Em seguida, determinou-se valores de CTDIw e CTDIvol a partir dos perfis calibrados. Os valores de CTDI dos perfis OSL diferiram aproximadamente 3,9% daqueles fornecidos pelo tomógrafo. A partir dos perfis, também foi avaliada a dose de equilíbrio planar Deq,p (TG111) em alguns protocolos de TC, grandeza que excedeu os valores de CTDI do tomógrafo em todos os casos. Ex.: A diferença percentual encontrada entre Deq,p e CTDIvol para o simulador de cabeça variou entre 33-25%. Em alguns casos, pode ser vantajoso usar dosímetros OSL calibrados para obter os perfis, assim otimizando o tempo de medição (pode-se obter cinco perfis de uma única irradiação num simulador).