
O fenômeno da acumulação primitiva do capital no Brasil Colônia: aproximações e diferenças entre as abordagens de Caio Prado Junior e Fernando A. Novais
Author(s) -
Vitor Nunes Amoroso
Publication year - 2020
Publication title -
sem aspas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-4238
pISSN - 2238-359X
DOI - 10.29373/sas.v9i1.13336
Subject(s) - humanities , capital (architecture) , political science , art , visual arts
Em Formação do Brasil Contemporâneo, Caio Prado Júnior (1907-1990) indica que a história colonial brasileira porta determinada linearidade ou sucessão de eventos que se sobrepõem aos demais e revelam o sentido da colonização. Esse sentido está relacionado ao estabelecimento de ampla empresa mercantil nas colônias americanas com a finalidade de abastecer a economia europeia dos gêneros agrícolas existentes no Novo Mundo, antes de acesso extremamente limitado aos europeus. Posteriormente, essa contribuição de Caio Prado Júnior viria a ser complementada por Fernando A. Novais no livro Portugal e Brasil na Crise do Antigo Sistema Colonial (1777-1808), em que o historiador registra que a colonização não se restringia a tal grande empreendimento comercial exportador, mas constitui também iniciativa que revela uma das facetas fundamentais do desenvolvimento do capitalismo no século XVIII-XIX: o fenômeno da acumulação primitiva do capital.