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Progresso Interdisciplinar da Medicina
Author(s) -
Jorge CorreiaPinto
Publication year - 2018
Publication title -
gazeta médica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2184-0628
pISSN - 2183-8135
DOI - 10.29315/gm.v3i2.109
Subject(s) - humanities , philosophy , political science
Portugal é muitas vezes citado como um bom exemplo na prestação de cuidados de saúde. Para tal concorreram a investigação (engenharia) biomédica, a evolução técnica e a diferenciação clínica de diferentes especialidades. Para que esta evolução se transfira para o paciente com o seu máximo potencial, o diálogo e a interdisciplinaridade são imprescindíveis. Nesta Edição da Gazeta Médica, vários artigos trazem até ao leitor alguns exemplos desta evolução e interdisciplinaridade, que continua todos os dias nos nossos hospitais. Assim não podemos deixar de salientar o enorme progresso que houve no desenvolvimento de antimicrobianos e logicamente, o desafio que agora enfrentamos, o da resistência aos antibióticos. Por outro lado, a biologia molecular ao permitir-nos conhecer melhor a origem e fisiopatologia de inúmeras doenças, abriu um janela de oportunidade para individualizar o algoritmo clínico de orientação e tratamento clínicos. É com naturalidade, portanto, que a seguir encontramos vários artigos que relatam estratégias de individualização terapêutica, aumentando o efeito terapêutico, e minimizando os efeitos laterais. Sendo o relator deste editorial, um cirurgião, não posso deixar de dar enfoque à forma como a cirurgia minimamente invasiva tem revolucionado a intervenção cirúrgica. A história reporta-nos que foram os urologistas e os ginecologistas os pioneiros em muitos dos passos determinantes para chegarmos à cirurgia laparoscópica. Aqueles e os cirurgiões digestivos documentaram clinicamente que o desenvolvimento da cirurgia minimamente invasiva trouxe consigo várias vantagens que, resumidamente, resultam numa convalescença pós-operatória mais suave e mais curta. Inspirado pelos benefícios bem documentados de cirurgia minimamente invasiva em adultos e crianças, o século XXI começou com as primeiras tentativas de transportar as vantagens desta abordagem para recém-nascidos, tal como reportado neste número da Gazeta Médica, com a descrição de um caso de atresia duodenal corrigida de forma minimamente invasiva no período neonatal. Para o futuro, temos apenas uma certeza, que a evolução dos cuidados médicos continuará com o contributo de todas as ciências, daí o meu convite para o leitor consultar o artigo de revisão sobre a Engenharia e Medicina.

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