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RECIDIVA DE MELANOMA APÓS TÉCNICA DO GÂNGLIO SENTINELA NEGATIVA - ESTUDO RETROSPECTIVO
Author(s) -
Helena TodaBrito,
Teresa Rodrigues,
Ermelindo Tavares,
Joana Parente,
César Martins,
Luís Ferreira
Publication year - 2015
Publication title -
journal of the portuguese society of dermatology and venereology
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2182-2409
pISSN - 2182-2395
DOI - 10.29021/spdv.73.2.369
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A técnica do gânglio sentinela constitui uma ferramenta importante para o estadiamento dos doentes com melanoma, permitindo identificar metástases ganglionares regionais ocultas e evitar linfadenectomias desnecessárias.Objectivo: Analisar os padrões de recidiva do melanoma em doentes com um resultado negativo na técnica do gânglio sentinela e identificar as características clínicas e histopatológicas potencialmente preditivas de recidiva após técnica do gânglio sentinela negativa.Material e métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo em doentes com melanoma cutâneo submetidos a técnica do gânglio sentinela no Serviço de Dermatologia do Hospital Distrital de Santarém, entre 2005 e 2011.Resultados: Foram avaliados 96 doentes submetidos a técnica do gânglio sentinela. Destes, 29 doentes obtiveram resultado positivo, 66 tiveram resultado negativo e um doente obteve resultado inconclusivo. Dos 66 doentes com técnica do gânglio sentinela negativa, 11 (16,7% do total de resultados negativos) desenvolveram recidiva do melanoma aos 21,7 meses de mediana de seguimento (intervalo, 8-51 meses). Comparativamente ao grupo de doentes sem recidiva, estes doentes tinham idade mais avançada ao diagnóstico (média de idade de 71,8 vs 62,9 anos; p=0,021), eram predominantemente do sexo masculino (54,5% vs 29,1%: p=0,159) e apresentavam lesões primárias mais espessas (espessura mediana de 2,92 vs 1,80 mm; p=0,087), mais frequentemente ulceradas (63,6% vs 38,1%; p=0,177) e com invasão vascular/perineural (40% vs 13%; p=0,207). O melanoma nodular foi a variante clínica mais prevalente neste grupo (54,5%), enquanto no grupo sem recidiva predominou o tipo extensão superficial (50,9%).Conclusões: Globalmente, a recidiva de melanoma após um resultado negativo na técnica do gânglio sentinela (16,7%) foi semelhante à dos estudos previamente publicados. Identificámos como possíveis factores preditivos de recidiva, apesar de um resultado negativo na técnica do gânglio sentinela: idade mais avançada no diagnóstico, sexo masculino, espessura de Breslow superior, presença de ulceração, presença de invasão vascular/perineural e variante nodular.

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