A ELABORAÇÃO DE REGIMES DE VERDADE COMO FORMA DE RESISTÊNCIA. a produção enunciativa da CONAQ sobre os quilombolas na pandemia de COVID-19 no Brasil
Author(s) -
Claudemir Sousa
Publication year - 2021
Publication title -
diálogos pertinentes
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2177-9856
pISSN - 1809-1768
DOI - 10.26843/dp.v17itematico.3736
Subject(s) - humanities , physics , covid-19 , political science , philosophy , medicine , disease , pathology , infectious disease (medical specialty)
Neste artigo, discutimos a produção de enunciados no site da CONAQ acerca da pandemia entre quilombolas brasileiros. O objetivo é analisar como a construção de um regime de verdade sobre esse tema é uma estratégia de resistência dos sujeitos frente à barbárie governamental, que os invisibiliza e deixa morrer. Para tanto, construímos um corpus com vinte enunciados coletados em uma busca textual no referido site, a partir de quatro entradas, cada uma com cinco resultados. Nossas análises estão ancoradas nos Estudos Discursivos Foucaultianos, sobretudo nos conceitos de verdade e resistência. Esse referencial teórico também nos fornece a ferramenta metodológica para análise, a partir dos princípios de dispersão, regularidade, campo associado e raridade. Conclui-se que, diante do descaso governamental para com os quilombolas, estes, em associação com entidades sem fins lucrativos, elaboram regimes de verdade como estratégias para o monitoramento da evolução da pandemia em suas comunidades e buscam soluções, nos trâmites legais, para garantirem acesso à imunização, deixando-se objetivar pelos mecanismos do biopoder.
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