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O Livre-Arbítrio, o Servo-Arbítrio e a Presciência Divina
Author(s) -
Sidnei Francisco do Nascimento
Publication year - 2020
Publication title -
pensando
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2178-843X
DOI - 10.26694/.v10i21.8966
Subject(s) - philosophy , humanities , epistemology , computer science
Erasmo de Rotterdam escreverá a favor do livre-arbítrio e admitirá que a presciência divina seja compatível com a livre iniciativa da vontade. A possibilidade do acordo entre a necessidade e a liberdade estará preservada, e o humanista demonstrará influenciado pelas alegorias de Orígenes, que as passagens contidas nas Sagradas Escrituras concordarão com o livre-arbítrio. Mas, para se contrapor à interpretação que Lutero fazia dos conceitos de presciência divina e necessidade, o humanista discutirá com a escolástica medieval e, se por um lado, concordará com as cinco provas tomistas a respeito de Deus como princípio e causa do mundo, por outro lado, relativizará que a presciência divina seja a causa necessária dos acontecimentos futuros. Dentro desse contexto, Lutero responderá a diatribe de Erasmo e escreverá o servo-arbítrio, demonstrando radicalmente o contrário, isto é, que não haveria nenhuma compatibilidade entre a vontade de Deus e a vontade humana, porque esta foi completamente obscurecida pelo pecado original. O monge de Wittenberg amplificará o mito do pecado original de Agostinho e dirá que o livre-arbítrio nunca serviu para nada. 

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