
A sustentabilidade na indústria da moda e o ressurgimento dos corantes naturais
Author(s) -
Teresa Campos Viana Souza,
Rita A. C. Ribeiro,
Eliane Ayres,
Frederico Campos Viana
Publication year - 2021
Publication title -
revista dobra[s]/dobra[s]
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2358-0003
pISSN - 1982-0313
DOI - 10.26563/dobras.i32.1367
Subject(s) - humanities , art
O presente artigo tem a intenção de abordar como a sustentabilidade e o cuidado com os resíduos industriais passaram a ser discutidos na moda. Considera-se que estar na moda é ter uma preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, além de fazer algo que contribua para mudar os rumos atuais do consumo e possibilite a interação entre o homem e a natureza de forma mais harmoniosa. Repensar os ciclos produtivos e as formas de exploração e de interface com a floresta e com o meio ambiente é justamente o paradigma dos próximos anos, e da chamada retomada verde. O tingimento de produtos do design têxtil com corantes naturais é uma expressão cultural única e não pode ser comparado somente em termos de eficiência em relação à utilização de corantes sintéticos e industriais. Uma desvantagem dos corantes naturais, independentemente de sua fonte vegetal, é a baixa concentração de corante nos extratos obtidos – já que acumular o extrato por meio de evaporação consome grande quantidade de energia. Um aspecto interessante dos corantes naturais que vem sendo abordado na literatura é a atividade antimicrobiana da matéria-prima empregada na extração dos corantes. No atual contexto, o caráter sustentável deixa de ser considerado apenas diferenciador e se torna essencial, levando à necessidade de utilização de materiais não nocivos ao meio ambiente, como os renováveis e, mais especificamente, de corantes naturais como matéria-prima para o design de produtos têxteis, constituindo parte importante do desenvolvimento sustentável.