
Pedimos Desculpa por esta Inconstitucionalidade
Author(s) -
Pedro M. Coutinho
Publication year - 2017
Publication title -
revista de ciências empresariais e jurídicas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1646-1029
DOI - 10.26537/rebules.v0i27.753
Subject(s) - tribunal , decree , humanities , face (sociological concept) , political science , law , philosophy , sociology , social science
Este artigo visa fazer uma análise do artigo 279.º da CRP, questionandoo sentido da sua manutenção no quadro constitucional actual.O art. 279º/2 da CRP76 reporta-se a situações nas quais, em sede de fiscalização preventiva, o Tribunal Constitucional (TC), se pronunciou pela inconstitucionalidade de uma norma constante de um decreto ou tratado internacional. Em face desta pronúncia, assistem à Assembleia da República (apenas a esta, e, portanto, ao diplomas enviados para promulgação sob a forma de Lei, se aplica este preceito) três possibilidade, a saber, nada fazer, encerrando assim esse processo legislativo, expurgar a norma julgada inconstitucional ou, o que aqui nos interessa em especial, confirmar o diploma, mantendo nele essa mesma norma.