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Os 500 Arhats
Author(s) -
Donatella Natili Farani
Publication year - 2017
Publication title -
revista vis/vis
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-2484
pISSN - 1518-5494
DOI - 10.26512/vis.v16i1.20486
Subject(s) - humanities , art
Murakami Takashi é um dos mais celebrados artistas internacionais contemporâneos. As suas exposições, realizadas nos principais museus do mundo e em lugares famosos como o Rockfeller Center ou o Palácio de Versailles, têm atraído milhões de visitantes, alimentado a popularidade do artista e criado uma legião de admiradores dentro e fora do Japão. As obras de Murakami, cuja realização conta com o trabalho conjunto de centenas de pessoas, impressionam pelas dimensões, a qualidade e a utilização de mídias digitais. Por meio de sua arte, Murakami consegue fundir a iconografia tradicional com a dos mangás, e as tendências da cultura otaku com as influências estrangeiras na sociedade japonesa do pós-guerra. Em outubro de 2015, após 14 anos de ausência da cena artística do seu país, Murakami decidiu voltar a expor em Tokyo, no Museu Mori. O resultado foi a exposição The 500 Arhats, uma série de novos trabalhos que têm como tema a arte, a religião, a morte e as limitações humanas. O título da exposição refere-se, em particular, a uma pintura de 120 metros de comprimento (uma das maiores já realizada na história da arte mundial), que foi originalmente produzida para o Estado do Qatar como forma pessoal de agradecimento do artista pelo apoio financeiro que o Japão recebeu daquele país após o Tsunami de 2011. A proposta deste artigo é analisar o significado e a importância da exposição de Murakami no contexto cultural do Japão de hoje, e, ao mesmo tempo, visa refletir sobre seu papel de artista e sua complexa relação com alguns aspectos da tradição cultural japonesa.

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