Uma leitura comparada das artes selvagens
Author(s) -
Sylvie André
Publication year - 2018
Publication title -
revista vis revista do programa de pós-graduação em arte
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2447-2484
pISSN - 1518-5494
DOI - 10.26512/vis.v16i1.20455
Subject(s) - humanities , art
Durante a segunda guerra mundial, Claude Lévi-Strauss e André Breton se encontraram no navio que os conduzia a Nova York. Viviam a mesma experiência de intelectuais expatriados. Tristes Trópicos (1955) pode ser lido como o resultado de trocas com Breton e outros escritores, em que a forma e a contribuição literárias são onipresentes afin de avaliar a originalidade e as contribuições do próprio texto antropológico. Nesta obra, Lévi-Strauss se interroga especificamente sobre todas as formas de relato do “Além” e sobre as condições do conhecimento científico das sociedades humanas. A partir de seus primeiros artigos até Antropologia estrutural (1958), Lévi-Strauss desenvolve algumas definições interessantes da atividade criadora em relação aos mitos. Especularmente, pode-se notar a importância do encontro do etnólogo com André Breton e a visão da arte que ele estava desenvolvendo: um tipo de arte cuja dimensão social estava afirmada com maior intensidade. Estando em contato com a etnologia e Claude Lévi-Strauss, André Breton concebe e desenvolve sua necessidade de criação de um mito contemporâneo que denominará ‘os grandes transparentes’. Em 1955 o etnólogo propõe um questionário para a preparação de L’Art magique. Por meio da correspondência entre o poeta e o etnólogo, podemos apreciar as discussões e o que alimentou suas concepções pessoais.
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