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A trama dos documentos em torno da demarcação da Terra Indígena Igarapé Lourdes
Author(s) -
Lediane Fani Felzke
Publication year - 2018
Publication title -
revista brasileira de linguística antropológica
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2317-1375
pISSN - 2176-834X
DOI - 10.26512/rbla.v10i2.20979
Subject(s) - humanities , geography , political science , art
A Terra Indígena Igarapé Lourdes, habitada pelos grupos étnicos Arara e Gavião, está situada no estado de Rondônia, na divisa com o Mato Grosso. A ideia, neste artigo, é compreender as nuances do processo demarcatório nos anos 1970 e trazer alguns dados sobre a invasão e a expulsão de colonos sulistas nos anos 1980, por meio dos registros documentais arquivados na FUNAI/DF e no Museu do Índio/RJ. Quanto à demarcação, a maior parte da terra tradicional dos Ikólóéhj Gavião ficou fora dos limites. Os documentos dão conta que a decisão sobre a área a ser identificada e demarcada foi determinada em Brasília, antes mesmo que a equipe do Grupo de Trabalho chegasse ao então Território de Rondônia. A identificação foi realizada “pelo alto”, na medida em que a equipe não conversou com os indígenas Arara e Gavião. A demarcação física teve início no ano de 1976 e foi concluída em 1977. Pouco depois, a terra começou a ser invadida por colonos oriundos do sul e sudeste e mesmo depois da homologação da TI pelo decreto nº. 88.609 de 09/08/1983, os invasores continuaram no local. Apenas entre 1984 e 1985 foram retirados por iniciativa dos indígenas que então contaram com o apoio da FUNAI e da Polícia Federal. Este processo resultou no deslocamento das aldeias, do interior para o sul da TI a fim de proteger os limites e desestimular novas invasões.

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