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Inapropriabilidade da Terra como solo e o Governo da Natureza como algo comum, bases para uma Bioética Ambiental
Author(s) -
José Roque Junges
Publication year - 1969
Publication title -
rbb/rbb. revista brasileira de bioética
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1984-1760
pISSN - 1808-6020
DOI - 10.26512/rbb.v13i0.7602
Subject(s) - humanities , philosophy
O artigo parte de uma perspectiva ecocêntrica, que não reduz a natureza a um estoque de recursos, mas a compreende como o ambiente de reprodução das condições para a vida. Essa visão é o ponto de partida da proposta da economia ecológica que defende que o mercado não consegue atribuir valor aos bens da natureza, porque os trata de uma maneira fragmentada, quando eles estão numa teia de interdependênciaecológica que não é possível valorizar mercadologicamente. Essa visão ecocentrada da natureza como conjunto de serviços de sobrevivência da vida exige duas premissas: uma jurídica da inapropriabilidade da terra como solo e uma política do governo da natureza como algo comum. Essas premissas são a condição para verdadeiramente tornar possível uma gestão ecológica da crise ambiental.

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