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POÉTICO COMO LUGAR PRIVILEGIADO DA FILOSOFIA
Author(s) -
Elzahrã Mohamed Radwan Omar Osman
Publication year - 2012
Publication title -
pólemos – revista de estudantes de filosofia da universidade de brasília
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2238-7692
DOI - 10.26512/pl.v1i1.11483
Subject(s) - philosophy , humanities , epistemology
A Kehre, que inicia a assim chamada segunda fase da filosofia de Heidegger, tornou-se, para a filosofia contemporânea, a principal reconsideração da relação entre filosofia da linguagem e poética, tema fortemente conectado à guinada hermenêutica da ontologia. Antes de querer nos ensinar a pensar, Heidegger nos incita ao reconhecimento de que a linguagem é o lugar originário da experiência do Ser. Assim a linguagem teria prevalência sobre qualquer discurso, mesmo o científico, vindo a se tornar o principal contraponto à metafísica. María Zambrano, como Heidegger, escreverá suas obras na tentativa de compreender a poesia e a filosofia como contrapontos históricos do pensamento e da linguagem, e o mesmo fará Octavio Paz. Para estes pensadores ilustres, a linguagem da metafísica não apenas deveria ser repensada, como também teríamos de construir um pensamento que servisse apenas à linguagem. Tal é já perscrutado no lugar ocupado pelo poético, pela linguagem da poesia ou a despeito dela.

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