
Autismo associado à epilepsia: relato de caso
Author(s) -
Caroline Cunha da Rocha,
Cristine Bessa Gondim,
Tayana Aguiar Gomes,
Luciana Cristina Menezes Martins dos Santos,
Ivy de Almeida Cavalcante e Silva
Publication year - 2019
Publication title -
revista eletrônica acervo saúde
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2178-2091
DOI - 10.25248/reas.e337.2019
Subject(s) - medicine , epilepsy , pediatrics , gynecology , psychiatry
Introdução: O autismo é uma doença do desenvolvimento, onde são notados problemas quanto à interação social, capacidade de comunicação e movimentos repetitivos. Pode variar desde formas graves de deficiência mental até pessoas com inteligência normal e vida independente. A associação desta entidade nosológica com a epilepsia é pouco documentada na literatura e estudos mostram que a prevalência de epilepsia chega a ser de 1 a 2% maior nos pacientes com autismo em relação à população em geral. As condutas escolhidas para tratar este paciente com tais doenças devem incluir uma equipe multidisciplinar, com finalidade de uma melhor qualidade de vida e atividades que integradoras para o paciente, indo desde a uso de fármacos à terapia ocupacional, fisioterapia e outras atividades. Detalhamento do caso: paciente, sexo feminino, 8 anos e 9 meses, desde os 6 meses de idade, apresentava atraso no desenvolvimento, recebeu diagnostico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) associado à epilepsia atendida em serviço de referência em pediatria em Belém-Pará e tratada inicialmente com Fe2SO4, carbamazepina e risperidona. Conclusão: Poucos são os relatos na literatura de associação entre o transtorno do espectro autista (TEA) e epilepsia na literatura, portanto é importante estudar o tema, já que a prevalência de epilepsia é maior nos pacientes que possuem TEA. O profissional que atende o paciente com TEA deve atentar para a investigação da epilepsia, não devendo negligenciar uma possível associação entre as patologias, mas sim oferecer um diagnóstico precoce, tratamento multiprofissional e uma melhor qualidade de vida para a criança.