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Êxodo, desnatureza e outras paisagens éticas na poesia de Marília Floôr Kosby
Author(s) -
Martha Alkimin
Publication year - 2021
Publication title -
revista texto poético
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1808-5385
DOI - 10.25094/rtp.2021n33a781
Subject(s) - art , humanities , philosophy
A proposta deste artigo se baseia no livro de Marília Floôr Kosby intitulado Mugido – ou diário de uma doula (2017), cuja paisagem se localiza nas estâncias do extremo sul do Brasil. Ao confrontarem a máquina performativa do patriarcalismo colonial e suas tecnologias de produção de violências, especialmente contra as mulheres e os animais, a poesia de Kosby dá forma a um pensamento-paisagem e a uma poética da relação, para falarmos com Michel Collot (2013), vocalizada de um não lugar ou da não existência histórica e poética atribuída às mulheres. Rejeitando a condição de um não sujeito e de mera nota de rodapé dos discursos universais, a poética que se vê em Mugido opera uma desarticulação da linguagem, a partir da qual se estabelecem relações inéditas de solidariedade entre a poesia e a experiência vivida, ou entre o que há de comum no silêncio das mulheres e no dos animais.

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