z-logo
open-access-imgOpen Access
Arqueologia de Contrato na África do Sul: teorias viajantes, memória local e projetos globais
Author(s) -
Nick Shepherd
Publication year - 2015
Publication title -
revista de arqueologia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1982-1999
pISSN - 0102-0420
DOI - 10.24885/sab.v28i2.429
Subject(s) - humanities , history , philosophy
Este artigo analisa o desenvolvimento histórico da arqueologia de contrato na África do Sul, enfatizando a trajetória do pensamento e da pratica arqueológica local. Para tanto enfatizaremos três aspectos. Primeiro, consideraremos como a teoria metropolitana viaja, enraíza-se e tem feitos locais particulares como parte do ordenamento disciplinar do conhecimento e da pratica. Um segundo objetivo geral é pensar sobre o que está em jogo nas políticas de memória após o Apartheid e os efeitos da arqueologia de contrato na mediação e mitigação das lutas populares sobre direitos, recursos e representação. Defendo que, em muitos casos, a função da arqueologia de contrato é disciplinar e educar tal luta, desviando-os por caminhos aceitáveis e canais burocráticos. O terceiro busca pensar como a arqueologia de contrato funciona como parte do colonialismo global, como um instigador e facilitador dos projetos globais. Discuto brevemente o caso do Congresso Arqueológico Mundial (WAC) e a Mineradora Rio Tinto, como um exemplo de cooptação da linguagem de engajamento por uma organização global. Meu argumento ao longo desta reflexão é que aarqueologia de contrato recapitula o colonialismo essencial da arqueologia disciplinar, apresentando-o com uma nova face e um disfarce contemporâneo apropriados aos tempos globais e pós-coloniais.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom