
Parâmetros temporoespaciais e desvios da marcha em usuários de dispositivos de auxílio: um estudo quasi-experimental
Author(s) -
Viviane Santos Borges,
Dayanne Gabriela de Melo Marques,
Larissa Fernandes Nunes,
Letícia Gabriela Faria,
Maria Caroline Fonseca Silva,
Renatha de Carvalho,
Andréa de Jesus Lopes
Publication year - 2019
Publication title -
conexão ciência
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1980-7058
pISSN - 1679-5679
DOI - 10.24862/cco.v14i4.1112
Subject(s) - physics , humanities , medicine , philosophy
Introdução: Limitações funcionais e alterações na marcha podem ser minimizadas com o uso de dispositivos de auxílio. Sua correta prescrição, respeitando a individualidade do usuário é fundamental para um bom desempenho físico. Objetivo: Avaliar os parâmetros têmporoespaciais da marcha na velocidade habitual e rápida em dois momentos: um, com dispositivo de auxílio apresentando as medidas habituais, e no segundo momento com o dispositivo adaptado com relação a altura e angulação do voluntário. Métodos: Trata-se de um estudo quasi-experimental. Foi aplicado um questionário contendo informações gerais e específicas sobre o dispositivo de auxílio à marcha (DAM) e seu uso. Foi realizada a avaliação dos parâmetros têmporoespaciais da marcha, na velocidade habitual e rápida. Resultados: um total de 36 indivíduos (média 59 anos; 64% homens) com diagnósticos distintos completaram os testes propostos; 31% dos usuários de DAM apresentaram a altura incorreta do dispositivo. Foi observada uma diferença significativa entre as medidas do trocânter maior e a prega do punho ao solo (p<0,001); 61% não recebeu instrução ou treinamento para utilizar o DAM; 55% dos usuários de bengala utilizava o dispositivo no lado contralateral a lesão. Nenhuma diferença significativa nos parâmetros têmporoespaciais da marcha foram identificados, nem mesmo diferenças na simetria do quadril. Conclusão: os resultados apresentados, fornecem informações relevantes para profissionais e usuários sobre a utilização do DAM e sua correta prescrição. De acordo com a avaliação têmporoespacial da marcha apenas corrigir a altura do DAM como preconizado pela literatura, não foi o suficiente para uma melhora significativa dos seus parâmetros.