
Levantamento malacológico, identificação de moluscos e cercárias transmissoras de Schistosoma mansoni no município de Arcos - Minas Gerais
Author(s) -
Fernando Sérgio Barbosa,
Gabrielly Costa Campos,
Rafaela Faria Rodarte Ribeiro,
Egídia Carolina de Oliveira,
Jordânia Costa Pinto,
Mariana Teixeira Faria,
José Leal,
Ivani Pose Martins
Publication year - 2019
Publication title -
conexão ciência
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1980-7058
pISSN - 1679-5679
DOI - 10.24862/cco.v14i4.1077
Subject(s) - biology , schistosoma mansoni , biomphalaria glabrata , ecology , zoology , helminths , schistosomiasis
Introdução: A esquistossomose é considerada um problema de saúde pública no Brasil, sua transmissão ocorre em ambientes hídricos dulcícolas habitados por moluscos das espécies Biomphalaria glabrata, B. straminea e B. tenagophila, sendo sua identificação relevante para o controle e epidemiologia dessa parasitose. Objetivos: O presente estudo buscou identificar as áreas de risco para transmissão de Schistosoma mansoni no município de Arcos-MG, através do levantamento malacológico e caraterização das cercárias emergentes. Metodologia: Os moluscos foram coletados manualmente com o auxílio de pinça e peneira, colocados em caixas térmicas e transportados para análise no laboratório de Microscopia do UNIFOR-MG. Em laboratório foi realizada a mensuração e identificação dos moluscos através das características taxonômicas. Em seguida as espécies foram separadas e realizada a caracterização das cercárias emergidas em microscópio. Resultados: Foram coletados 6445 moluscos e identificadas quatro espécies, Physa marmorata, Biomphalaria glabrata, Lymnaea columella e B. tenagophila. Destes exemplares 27 estavam infectados por larvas de trematódeos, sendo 11,1% da espécie B. glabrata e 88,9% P. marmorata. Dos exemplares de B. glabrata 7,2% estavam positivos para cercárias de S. mansoni e 3,7% para cercárias de Echinostoma sp. Em relação a Physa marmorata 55,6% estavam positivos para cercárias do tipo Xifideocercária e 33,3% para cercárias Echinostoma sp. Conclusão: O estudo da malacofauna foi extremamente importante, pois foram identificados moluscos transmissores da esquistossomose, colocando a área em risco para transmissão da esquistossomose, além do encontro de moluscos de outras espécies, liberando larvas de outras espécies de trematódeos, representando assim, riscos para a transmissão de doenças de interesse médico e veterinário.