Colonialismo e anticolonialismo em contos angolanos de João Melo
Author(s) -
André Luís Mitidieri,
Rejane Seitenfuss Gehlen
Publication year - 2017
Publication title -
veredas
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2183-816X
pISSN - 0874-5102
DOI - 10.24261/2183-816x2508
Subject(s) - humanities , art
A presente análise busca relacionar as obras literárias Imitação de Sartre & Simone de Beauvoir e Filhos da pátria, de autoria do escritor angolano João Melo, com o colonialismo e o anticolonialismo, que são diretamente implicados ao pós-colonialismo. A literatura pós‑colonial reflete sobre a condição periférica e sua relação contextual. Como aspecto colonialista a ser considerado, na primeira das coletâneas de contos referidas, tem-se a dominação masculina e, na segunda, a organização da elite angolana pós‑independência. Como aspecto anticolonialista, tem-se, no primeiro livro, o pensamento de Simone de Beauvoir acerca da condição feminina, através da busca pela emancipação das personagens femininas e, no segundo, as questões da identidade nacional e individual.. O engajamento sartriano, redimensionado sob a perspectiva pós-colonialista, apresenta-se como estratégia antineocolonialista, fazendo frente ao neocolonialismo, representado pela antiutopia contemporânea e pelo formalismo pós-moderno, subvertido pela metalinguagem, pela paródia e pela reversão de suas expectativas de leitura, na contística de Melo.
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