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Crioablação da Região Para-Hissiana
Author(s) -
Leonardo Siqueira,
Nilson Araújo de Oliveira,
Olga Ferreira de Souza,
Rodrigo Periquito Cosenza,
Martha Valéria Tavares Pinheiro,
Angelina Camiletti
Publication year - 2019
Publication title -
journal of cardiac arrhythmias
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2674-7472
pISSN - 2674-7081
DOI - 10.24207/jac.v32i1.528_pt
Subject(s) - physics , medicine , gynecology
Fundamentos:A ablação da região para-Hissiana é um desafi o devido ao risco de lesão inadvertida do feixe de His. A crioablação, pela sua progressão mais lenta, permite a interrupção da aplicação em caso de sinais de lesões indesejadas e adesividade do cateter durante as aplicações, o que tem tornado a crioablação o método ideal para esses pacientes. Objetivos: Demonstrar os resultados de uma série inicial de pacientes encaminhados para crioablação de vias para-hissianas. Pacientes e métodos: De abril de 2015 a agosto de 2017, 13 pacientes foram encaminhados para crioablação devido à necessidade de abordagem para-hissiana detectada em procedimentos prévios de ablação. Dos 13 pacientes, sete foram submetidos à tentativa de ablação por radiofrequência (RF) e apresentaram insucesso ou recidiva, cinco realizaram apenas estudos eletrofi siológicos, não sendo tentada a ablação, e um foi indicado primariamente. A idade média era 32 ± 16 anos. Onze pacientes tinham vias anômalas (VAs) manifestas, um oculta e um taquicardia por reentrada nodal (TRN) com sinais de bloqueio atrioventricular (AV) transitório durante RF. Aplicava-se um ciclo de 4 minutos seguido de mais um ciclo em caso de resultado positivo. Resultados: Dos 13 pacientes, 11 apresentaram sucesso agudo em eliminar a via acessória. Um paciente tinha múltiplas vias acessórias, sendo uma lateral direita e uma lateral esquerda. Nesse paciente foi possível apenas a ablação da via esquerda. Em todos os demais foi observado exuberante potencial hissiano no ponto de aplicação com sucesso. O paciente com TRN foi ablacionado na região M sem intercorrências. Foram necessárias quatro aplicações em média para eliminação da via acessória com sucesso. A temperatura local média foi de -74 ºC. Em cinco pacientes foi observada a ocorrência de bloqueio do ramo direito (BRD) de terceiro grau. Em um paciente foi interrompida a aplicação precocemente pelo BRD e não foi realizada a aplicação de bônus. Esse foi o único paciente com sucesso agudo que apresentou recidiva clínica. Em nenhum paciente foi observado BAV transitório. Não foram observadas complicações. Conclusão:A crioablação de vias para-hissianas e TRN em regiões mais circunvizinhas do His foi um método efi caz para tratamento nessa população de pacientes refratários ou recusados para tratamento por RF. A ocorrência de BRD agudo não parece um critério para interrupção das aplicações

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