
Estudo de caso: análise financeira da rentabilidade no transporte aéreo baseado em informações públicas e sua relação com o custo do petróleo no resultado operacional das cias. aéreas
Author(s) -
Luiz Fernando de Barros Scholz,
Fernando de Almeida Santos
Publication year - 2018
Publication title -
cafi
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-1750
DOI - 10.23925/cafi.v1i1.36957
Subject(s) - physics , political science , humanities , business , philosophy
Este artigo apresenta análise do mercado brasileiro da aviação comercial. O interesse pela pesquisa consiste no fato de que o concentrado, ou seja, com poucos players. Por meio de estudo de caso, utilizou-se informações reportadas, demonstrações contábeis e outros dados, que possibilitaram métricas para analisar a lucratividade / rentabilidade das Cias. Observou-se que o planejamento empresarial e econômico dessas empresas e seus gestores conseguem adaptar-se rapidamente aos custos do querosene de aviação (QAV1), com variações de preços em todos os aeroportos nacionais em virtude da variação da alíquota do ICMS. O alto custo do QAV1 no Brasil é refinado e disponibilizado pela Petrobrás e distribuído por 3 empresas, sendo a principal uma subsidiaria da BR Distribuidora de Petróleo, com 61,4% do mercado e pertencente ao grupo Petrobrás. Pela convenção com empresas internacionais de aviação, o preço do QAV1 no Brasil é isento do ICMS, mas mesmo assim, é alto, em relação aos valores praticados externamente. A burocracia e os custos penalizam as operações e as incertezas econômicas, com o baixo crescimento do PIB brasileiro e a necessidade de redução do total de aeronaves em operação e dos Slot (aeroportos atendidos). mesmo com taxas de juros externas negativas. As receitas em reais e o leasing das aeronaves em dólar, expõe a riscos maiores. As empresas não criam opções para redução do principal custo - QAV1 - mesmo com a importação liberada. A baixa da commodity petróleo não foi prevista pelas Cias. aéreas e sua redução não tem possibilitado lucros maiores no exercício. Mesmo com o aumento da quantidade de passageiros transportados, não se obtém a rentabilidade econômica – financeira esperada, resultando em destruição de riqueza na operação.