
EL PROCESO DE NACIONALIZACIÓN DEL MOVIMIENTO ESTUDIANTIL ARGENTINO (1955 – 1970)
Author(s) -
Martín Omar Aveiro,
Roberto Grabois
Publication year - 2020
Publication title -
práxis educacional
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2178-2679
pISSN - 1809-0249
DOI - 10.22481/praxisedu.v16i38.5998
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
Na comemoração do cinquentenário de “Cordobazo”, contexto social que proclamou a unidade trabalhista-estudantil, nos dispomos a descrever o processo de incorporação ao movimento nacional, dos estudantes agrupados na Frente Estudantil Nacional, fundado por Roberto Grabois, na década dos anos sessenta. Para tanto, nos centramos no período que se abre com a derrubada do presidente Juan Perón, com o golpe de estado de 1955, e, os feitos que contribuíram a enfraquecer as forças armadas, sob as ordens do general Juan C. Onganía, entre 1966 e 1970. Trataremos uma etapa caraterizada – logo do impacto do conflito chino-soviético, por um lado, e do Concilio Vaticano II, por outro – pelo desenvolvimento da compreensão da questão nacional e latino-americana no movimento estudantil e sua aproximação ao peronismo. Esses feitos de nível internacional propiciaram, por exemplo, o encontro entre cristãos e marxistas, além da conformação de novos reposicionamentos em torno do fenômeno popular. Nessa época, tinha limitadas suas opções por sua proscrição da participação política e a repressão contra o movimento trabalhista. E, se bem, a maioria dos estudantes havia enfrentado aos governos peronistas e apoiou, decididamente, sua caída, os acontecimentos posteriores deram uma reviravolta as suas concepções ideológicas. Especialmente, quando o governo ditatorial invadiu a Universidade em 1966 que, em contrapartida, levou a peronização de amplos setores dos estudantes argentinos que pediam o regresso do líder exilado. Vale a investigação.